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Mitos do Síndrome do Pânico

Existem vários mitos e más interpretações relacionadas com a síndrome do pânico. A frase “Estou a ficar maluco?” aparece sempre na mente das pessoas quando têm os seus primeiros ataques de pânico. Hoje vamos desmistificar os mitos da síndrome do pânico. Em primeiro lugar é preciso saber quais são as manifestações físicas e mentais da síndrome do pânico e saber quais são os sintomas mais comuns.

A reação normal é o medo de estar a ficar maluco quando se sofre dos ataques de pânico iniciais. A maioria das pessoas sabe pouco sobre esta doença psicológica, e por isso muitas pessoas tiram conclusões extremas e precipitadas. Essas conclusões são normalmente baseadas na ansiedade, informação falsa e imaginação forte.

Estes são alguns dos mitos da síndrome do pânico e da ansiedade:

Perder a Sanidade Mental

A doença mental mais conhecida é a esquizofrenia – a palavra já assusta uma pessoa normal.

A esquizofrenia é um transtorno caracterizado por sintomas tão severos como problemas na fala, ter delírios ou convicções estranhas (muitas pessoas que sofrem desta doença dizem que ouvem vozes) e alucinações. Além disso, a esquizofrenia tem uma predisposição genética forte. A esquizofrenia não é uma manifestação mental da síndrome do pânico.

Normalmente a esquizofrenia começa muito suavemente e não de repente como os ataques de pânico. Adicionalmente, como está na família, só uma minoria das pessoas pode ficar com esquizofrenia, e nas outras pessoas por muito estresse que tenham nada pode causar isso.

O terceiro ponto importante é que as pessoas que ficam esquizofrênicas mostram sintomas durante toda a sua vida (como pensamentos pouco normais, diálogos floreados, etc.). Por isso, se ninguém notou isso em si, então não há grande probabilidade de ficar esquizofrênico. Isto é especialmente verdade se já tem mais do que 25 anos, pois a esquizofrenia normalmente aparece no fim da adolescência até aos 25 anos.

Perder o Controle

Durante um ataque de pânico algumas pessoas tem medo de “perder o controlo”. Esta perda de controlo pode ser corporal, ou seja, que os seus órgãos vitais vão desligar ou de perder o controlo mental e da interpretação da realidade. Muitas vezes as pessoas que odeiam ser envergonhadas em situações sociais é que sofrem mais disto.

Perder o controle pode ir de pensar que vai atropelar um passante inocente enquanto conduz, ou pegar numa faca e matar a pessoa que está perto de si.

Não se preocupe! Por muito alarmantes que esses pensamentos sejam você não vai cometer nenhum destes atos! Relaxe. A razão que você está a sentir esses pensamentos é porque sente o seu corpo fora de controlo. A sua mente sente que se o seu corpo está fora de controlo, a mente é a próxima da lista.

Você não vai perder a cabeça. Eu tenho quase a certeza que em todos os ataques de pânico que teve em lugares públicos, ninguém notou nada e você tinha uma aparência confortável. Por natureza o ser humano é um animal social e temos pavor de ser vistos em algum tipo de situação embaraçosa. Saltar da sua cadeira numa reunião de negócios e começar a gritar por uma ambulância pode passar pela sua cabeça é improvável. Se você pensar bem, mesmo se nos envergonharmos socialmente, não é o fim do mundo.

Temos de aprender a ser mais calmos conosco. E se fizéssemos uma grande cena e passarmos por uma grande vergonha? A vida é demasiado curta para manter as aparências a toda a hora. Quanto mais honesto você for com os seus medos, menos pressão está a por nos seus ombros.

Desmaiar em Público

A base do medo de desmaiar em público é que nos tornamos tão vulneráveis, especialmente se estivermos sozinhos. Quem vai olhar por nós enquanto estamos sem sentidos no meio da rua? Também temos medo de desmaiar por ter tanto medo e de talvez nunca acordar, mas sim entrar em coma ou morrer. Os desmaios acontecem por falta de circulação sanguínea no cérebro. Quando desmaiamos o nosso corpo cai no chão e assim o sangue tem mais facilidade de chegar ao cérebro – esta é mais uma forma inteligente do organismo se proteger.

Para simplificar, desmaiar durante um ataque de pânico é pouco provável devido à quantidade de sangue que está a circular. O coração bate mais rápido que o normal e o cérebro tem sangue suficiente para se manter ativo. As tonturas sentidas durante um ataque de ansiedade são causadas pela respiração acelerada, e enquanto pode ser confuso para a pessoa esse efeito é inofensivo e não leva ao desmaio.

Ataques Cardíacos

Quase todas as pessoas que tem ataques de ansiedade têm medo de ter algum problema no coração. Vamos olhar para os fatos.

Os principais sintomas de problemas de coração são a falta de ar, dores no peito, e as ocasionais palpitações e desmaios. Estes sintomas são geralmente relacionados com a intensidade do esforço físico. Isso quer dizer, quanto mais exercício faz, piores ficam os sintomas e quanto menos exercício fizer melhor.

Os sintomas normalmente desaparecem rapidamente se o indivíduo descansar. Isto é muito diferente dos sintomas associados com os ataques de ansiedade. Certamente os sintomas de um ataque de ansiedade podem ocorrer durante o exercício, mas são diferentes dos sintomas de um ataque cardíaco porque ocorrem frequentemente quando ocorrem enquanto não está a fazer atividades físicas. O mais importante é que as doenças cardíacas produzem sempre cargas elétricas no coração, que são facilmente detectadas por um electrocardiograma. Nos ataques de pânico a única coisa que aparece no electrocardiograma é um leve aumento do batimento cardíaco.

Por vezes existem pessoas que pensam da mesma forma sobre o batimento cardíaco e a respiração. As pessoas se convencem a si próprias que quando se preocupam demasiado sobre o coração ou se concentram demasiado no ritmo do coração, pensam que o coração fica confuso e que ele se esquece de como deve bater corretamente. É comum as pessoas que sofrem de ataques de pânico monitorizarem regularmente os batimentos cardíacos para ver se o coração ainda está a funcionar.

É verdade que nós podemos afetar o batimento cardíaco através da mente. Quando nos concentramos podemos verificar um ou dois batimentos irregulares. Isso não é nada com que se preocupar. Lembre-se que os nossos corpos tem uma grande inteligência interna e só por querer que o seu coração pare isso não vai acontecer. Deve aprender a ficar mais confortável em relação ao seu coração, o deixe fazer o seu trabalho. Tente ouvir o seu coração quando está relaxado e também quando faz exercício. Quanto mais confortável você está com os diferentes ritmos cardíacos, mais confiança vai ter nele quando está com problemas.

Se estiver com preocupação em relação a problemas de coração então faça um electrocardiograma para ficar com a consciência tranquila. Se você fizer um electrocardiograma e o médico diz que está tudo em ordem então pode assumir com segurança que não tem problemas cardíacos. Além disso, se os sintomas ocorrem em outras alturas sem esforço físico, você tem mais uma prova que não tem problemas cardíacos.

Sensação de Irrealidade e Desconexão

Este é um sintoma que não é muito falado na literatura dos ataques de pânico e da ansiedade. É o sentimento de irrealidade e de desconexão que alarma muitas pessoas, pois pensam que estão a perder o juízo e a dar em malucas.

As pessoas que têm ataques de pânico dizem muitas vezes que se sentem desconectadas do mundo e parece que estão fora da realidade. Esta sensação é descrita como se o mundo se tivesse tornado uma mera projeção de um filme. Esta sensação é alarmante e muitas vezes leva a pessoa a pensar que houve alguns danos permanentes no seu cérebro, causando estas sensações.

Uma manifestação típica deste caso é quando uma pessoa está a ter uma conversa com alguém e de repente se sente muito isolada e fora da situação. Quando a sensação aparece ela pode ter um impacto tão grande que demora dias a desaparecer, pois a pessoa não deixa de pensar nisso.

Eu estou a falar nisso, pois é uma coisa que muitos médicos e especialistas não falam. Isto não passa de um efeito secundário de ansiedade em excesso e vai desaparecer quando o seu corpo aprender a relaxar. Quando o organismo volta ao estado normal de relaxamento e tem a oportunidade de decompor alguns químicos em excesso que foram produzidos pelas glândulas suprarrenais as coisas ficam melhores. Deve dar tempo a estas coisas e essas sensações vão calmamente diminuindo e desaparecendo.

Como vê a síndrome do pânico não é o fim do mundo e quando você começa a entender o problema têm mais força para encará-lo. O tratamento da síndrome do pânico e possível se você seguir os passos certos. Você pode se inscrever na nossa Newsletter para receber técnicas para eliminar a síndrome do pânico! É grátis e tenho a certeza que vai ajudar!

 

 

37 comentários

  • Rayson says:

    Parabéns por ter esclarecido em termos simples e objetivos a desrealidade e a despersonalidade característica dos ataques de pânico… eu sofro disso com frequência, até mesmo aparece esses pensamentos negativos de fazer mal aos outros ou a si mesmo, mas procuro me controlar e me manter ocupado, afinal de contas não há nada de errado comigo, isso é coisa da mente, é preciso enfrentar nossos medos e temores e avançar, seguir em frente com nossos projetos e sonhos, isso é ter coragem, afinal a vida é só uma, é curta, e não devemos deixar que os medos infundados tomem conta do nosso dia-a-dia. Felicidades e força para todos que têm esses momentos muito incômodos! :-D

  • Rachel says:

    É a primeira vez que leio coisas reais sobre o sindrome do pânico na internet. A sensação que me dá todo o tempo é que me abri com você e você colocou no site….
    Estou fazendo terapia só que parece que ela não me entende… eu digo essas coisas para ela só que ela não consegue chegar visualizar o que eu digo! Adorei seu site! Sempre estarei dando uma olhadinha!

  • Marcello Leite says:

    Parabéns!! Por desmistificar a sindrome do pânico. Vocês estão ajudando a milhares de pessoas que estão com a síndrome a ter um conforto psicológico, que só irá antecipar as suas melhoras. Mantenham sempre vivo este site de luz!!

  • Maria says:

    Esta é a primeira vez que estou buscando ajuda pela internet, pois os médicos que vou não sabem mais o que fazer. Já estou com essa maldita doença a mais de 10 anos. Não consigo estudar, trabalhar. Isso tem atrapalhado bastante meu relacionamento. Ninguém acredita em mim, sofro aqui nesse quarto sozinha. Eu queria uma ajuda para conseguir me levantar dessa merda de vida.

  • Nilce says:

    Gostei muito, uma forma mais leve de ver o problema. Gostaria de saber de como tratar dessa forma mais leve também, obrigada.

  • Lenice Verissimo says:

    Olha… tenho muito medo e não consigo definir do que! Choro muito, sou muito nervosa, não tenho paciência com nada… Passo pelos medicos e eles me falam que tenho de ir a uma psicologa. Faço tratamento com psicologa e pisiquiatra mais parece que este tipo de comportamento é normal. Sei que meu casamento está acabando porque meu marido não acredita nisso. Filhos ficam na deles? Que posso fazer? Ainda mais sou hipertencia e diabetica? Não consigo passar no INSS, no momento não estou conseguindo nem comprar meus remedios. Trabalho numa multi nacional, estou afastada a quase 3 anos e 2 mes que não passo pelo INSS. E nem recebo da firma agora recorri mas preciso de tratamento. Não consigo nem comprar os remedios… desculpa pelo desabafo. Obrigado, Lenice.

  • Telma says:

    Estou na crise dessa doença. Entrei na net agora para relaxar. Fui hoje a emergencia e o medico me passou diazepan, eu me senti mais relaxada. Amanhã irei a psiquiatra e vamos ver como vai ficar os medicamentos. Minha mãe faleceu tem um Mês e isso tb me ajudou a desencadear minha ansiedade…

    Eu tive uma crise em 2007 e agora esta sendo a segunda crise. Adorei o sei site, parabéns. Tudo que você descreveu eu senti.

    Abraços e mantenha sempre vido esse site. OBRIGADA MESMO. Telma Luz

  • Manuel says:

    Força para todos e um bem haja pela existência deste site.
    Sofro de transtorno do pânico à cerca de 2 anos, e tenho passado maus momentos. Mas temos de acreditar que vamos ficar bem por muito que isso não nos pareca possivel.

  • Paniquete says:

    Realmente o site é unico… os relatos são como os que a gente sente. Parabéns e obrigado.

  • Elaine Gonçalves says:

    Sinto me mais tranquila por saber que existem pessoas que se sentem como eu. Não que eu fique feliz, mas é porque nos que sentimos isso estamos sozinhos nessa, porque quem nunca passou por isso nem imagina o quanto é ruim a sensação de panico. Obrigado por ter me desmistificado muitas coisas e ter me tirado dúvidas sem fim. As pessoas que estão passando por isso também, deixo aqui o meu abraço e quero muito que todos nós saiamos um dia dessa. Porque não nascemos assim, isso é um estado emocional que tenho certeza que vamos ter a vitoria. Sempre vou passar por aqui para dizer a vocês que não estamos nessa sozinhos. Até à próxima…

  • Ludmila says:

    Já tive duas crises de panico e é terrivel sentir falta de ar. Jurei que ia morrer, mas por sorte e graças a DEUS estou aqui hoje. Minha dica é manter a calma (o que é díficil, mas pelo menos tente) e respirar bem fundo, pensando em voz alta “eu não tenho nada e estou perfeitamente bem” isso lhe ajudara muito, acredite.

  • Miley says:

    Obrigada você é um anjo! A gente sofre demais com esse pânico todo e você ajudou muito a entender isso e até já começo a rir do assunto! Hehehe Bjussssss Obrigada

  • Karine says:

    Tenho crises quase todos os dias, tenho 26 anos e sofro desde aos 15 anos. A três anos atrás tive acompanhamento psicológico, mais nada adiantou, meu maior sonho é ter uma vida normal, deixei de participar de vários desfiles por medo de passar mal nas passarelas, estou estacionada. Este site é super entendido no assunto, podem me ajudar?

  • Luciana says:

    Com certeza depois desses esclarecimento, tenho certeza que saberei lidar melhor quando tiver uma crise. Obrigado!!!

  • Isa says:

    Olá pessoal! Muito eu estou passando por esses momentos tão dificeis que só acredita e sabe quem passou. Muito obrigada pelo site. Felicidades a todos.

  • Vanessa says:

    Há 6 meses desenvolvi o Transtorno de Ansiedade ou a Síndrome do Pânico. Ela veio suave… noites de panico, depois panico no trabalho, no metro e por fim, panico em qualquer lugar. Não sei se posso dizer isso mas fiquei em estado de “choque”. Pânico absoluto por mais de um mês, tremendo, totalmente fora da realidade, vinha aquela angústia, aquela sensação de solidão e medo de tudo. Não conseguia me acalmar, ficar parada, muito menos dormir, nem comer… Eu tinha tanto medo de ficar “louca” que quando percebi, por saber que eu não estava “em mim”, fiquei com medo de machucar minha filhinha. Aí pronto… foi só eu pensar uma vez que esse medo me persegue até hoje. Estou tomando antidepressivo e ansiolidico faz 3 meses, melhorei bem… Mas ainda sinto angústia, medo de lugar muito amplo ou alto, tenho a sensação de que não “estou em mim” e quase não me reconheço. É como se esse período terrivel tivesse tentando inconsientemente a ser negado pelo meu cérebro. Não me reconheço, é como se tivesse um “buraco” na minha vida, como se por esse tempo que eu estava pior, como se eu estivesse de férias de mim, tivesse tentando voltar e tou ainda tentando meio que… saber, quem e como sou. Alguma ajuda por favor!

  • Alessandra says:

    Adorei esse site… Me fez bastante bem… Sofro com isso a uns dois anos… Minha vida tá um inferno… Toda hora quero chorar… Penso que vou morrer, que vou ter um ataque do coração. Sinto falta de respiração e fico só pensando em besteira…

  • Rosario says:

    Tenho uma filha de 6 meses e depois que ela nasceu começou a vir esse tal de sindrome do pânico ou trantorno da ansiedade. Queria muito me curar mais tou sem tempo de ir ao psicologo, mas gostaria de tomar um ansiolitico, só que a bronca é que estou amamentando. Mais eu só sei dizer que é uma sensação horrivel. Queria estar livre, de bem com a vida, para curtir ainda mais minha filha. O que me incomoda mais nisso tudo é que não paro de pensar na morte, vixe Maria como queria me curar disso. Esse site está de parabéns.

  • Ana says:

    Decidi deixar comentário porque tal como vocês também percebo perfeitamente do que se trata este problema… O que é ter de enfrentar os medos todos os dias, o desejar nunca ter tido síndrome do pânico e ter uma vida mais normal… Não desejando mal a ninguém é bom saber que não estou sozinha… Desejo o melhor para todos!

  • Dhyego Souza says:

    Boa tarde,

    É verdade que na Síndrome do Pânico costumamos sentir dores relacionadas a pensamentos de doenças de outras pessoas?

    Uma pessoa, de certa forma proxima de mim, faleceu de ataque cardiaco, e estou sentindo dores semelhantes, porém nos exames, deu tudo normal. É possivel que seja puramente fator psicológico?

  • Leni says:

    Simplesmente maravilhoso este site! Começo a me sentir melhor como a Miley falou. Primeira vez na vida desde 2001 que leio algo que me faça sentir bem. O sintomas são descritos com precisão e as explicações de extrema inteligência e realidade. Que Deus mantenha este site sempre pronto a ajudar tanta gente que sofre. PARABENS. PARABÉNS… OBRIGADA OBRIGADA!!

  • Michelle says:

    Tenho ouvido barulhos que ficam na minha mente como assobios e barrulhos de uma helice de ventilador. Fico trémula com o coração acelerado, ja fiquei como se estivesse vendo um raio no meu olho direito, fiquei com as mãos dormentes, senti calafrios e ao mesmo tempo senti o meu corpo muito quente como se estivesse pegando fogo. Quando escuto esses barulhos parece que estou enlouquecendo. Isso pode ser sindrome do pânico?

  • Queli says:

    Tou aliviada agora que encontrei o teu site, tu és uma benção de Deus por teres publicado tudo isso. Depois que achei minha mãe sem vida desenvolvi a síndrome do pânico. Querido, que Deus te abençoe. Achei o teu site no meio de uma crise e me acalmei só de saber que não vou morrer… pelo menos não agora.

  • Rodrigo says:

    Muito bom! Adorei mesmo!

  • João says:

    Também gostei deste site! Eu tinha uma vida normal,até há cerca de nove anos,uma vez que fui tirar sangue,desmaiei. Desde aí iniciei uma fobia terrível contra sentir tonturas,com medo que desmaiasse outra vez. Ao longo dos anos o que a experiência me diz,é que a unica forma de superar este problema,é forçarmo-nos a nós próprios a “aguentar” nas situações de elevada ansiedade. Nem sempre é fácil. Eu melhorei muito no ano passado em que estive a dar aulas,ganhei resistência. Agora estou desempregado e começo a ter sintomas até dentro de casa. E aos poucos fui piorando,agora passo grande parte do dia a pensar se estarei tonto ou não. Meu deus… como me parece ridículo dizer isto. às vezes até ao jantar,fico em ansiedade para terminar de comer tudo o que tenho no prato. Como é que nos deixamos chegar a isto? Já agora, gostaria de deixar uma pergunta: porquê que nos dias de hoje cada há mais transtornos de pânico? Não acham que aumentou na sociedade actual? Obrigado e força a todos os que sofrem desta condição.

  • Katiane says:

    Li tudo sobre o problema, essa doença que me tira a paz já faz mais de 5 anos, o primeiro ataque que tive meu filho tinha uns 6 meses, fui parar no pronto socorro, me deu palpitações, formigamentos, parecia que ia ter um infarto, senti muito medo da morte, e continuo tendo de vez em quando. Assim do nada, lá vem uma crise, tento me controlar, às vezes eu consigo mas nem sempre. Hoje fui ao médico e ele me receitou anti depressivo, estou com medo de começar a tomar e ficar dependente dessa droga. Me ajude por favor!

  • Nana Silva says:

    Nossa é realmente tudo o que sinto… Hoje mesmo me deu essa sensação horrível de taquicardia e medo quando estava no metro indo para o trabalho. Estou tentando me acalmar dizendo para mim mesma que não tenho nada físico, isso é muito ruim, queria nunca ter tido essas sensações.

  • Sidinei says:

    Tenho sindrome do pânico desde pequeno aos 16 anos. Perdi meu pai e a situação piorou e muito. Já tive tantas crises que meu corpo parece que já se acostumou com isso. Não tenho mais medo da morte, já sofri tanto que acho que a morte vai acabar de vez com meu sofrimento já que essa doença tirou tudo o que eu tinha inclusive a minha liberdade. Há anos que não consigo sair sozinho de casa, já tentei tomar vários antidepressivos e calmantes mas não consigo pois passo mais mal ainda. Consultei vários psicólogos e psiquiatras e nada adianta, acabei por abandoná-los pois estava cansado de olhar para a cara de medicos que me olhavam como se não existise solução. Vocês devem estar achando que sou revoltado, pois bem sou um pouco sim, desculpa pelos comentários fortes mas é como estou me sentindo no momento.

  • Jhonn Lenon Silva says:

    Gostei, eu fiquei mais tranquilizado pois estava tendo os sintomas e não sabia ao certo o que era. Então descobri que era pânico, e ao ver que eu não sou o único com o problema, me acalmo mais… É bom viver sem incomodos, paz interior é o que eu busco!

  • Carla says:

    Sofro de síndrome do pânico, há dois anos estou sendo tratada com ansioliticos e já chequei a ir em psicólogo, mais não cheguei a lugar nenhum, hoje virei dependente de remédios. Cada caso que escuto sobre infarto, tipo fulano infartou tal hora, nos dias que se seguem eu já começo a entrar em crise naquele horário, não sei mais o que fazer me ajudem, estou faltando muito ao trabalho.

  • Gilson says:

    Adorei o site, pois me ajudou a refletir e me deu varias dicas para controlar a sindrome do panico que descobri ter lendo os sintomas, Pois já havia sentido varias vezes a perda de sintonia com as pessoas e lugares onde frequento,parecia que tudo aquilo não éra real, parecia que meu corpo ia caindo para o lado esquerdo, minhas pernas ficavam bambas, mas tenho certeza que daqui pra frente as coisas irão melhorar.

  • Marcia says:

    Parabéns pelo site… Com certeza irei comprar o livro e agradeço muito por pessoas iguais a você que se preocupam em orientar as pessoas que tanto precisam destas palavras não só de conforto por saberem que não estão a beira da morte como muitas pessoas pensam mas tambem pela forma objetiva com que esclarece estas dúvidas que tanto afligem estas pessoas. Eu estava com uma crise muito forte mas graças a Deus estou entendendo melhor o que acontece comigo e há um mês estou bem melhor. Abraços e mais uma vez PARABÉNS!

  • Fernanda says:

    Que bom ler sobre a sensação de irrealidade e conexão. Estou sofrendo muito com isso, acho que é a pior parte da síndrome do pânico, fiz várias pesquisas e só aqui achei tudo o que eu sinto e fiquei mais tranquila. Estou a ponto de enlouquecer porque sinto que não consigo voltar a realidade. E isso piora quando eu saio de casa. Sinto muita nausea quando ando em qualquer transporte público e na multidão tenho a sensação de que vou desmaiar o que piora tudo. Espero melhorar logo e voltar a ter a vida normal. Estou há 2 anos sofrendo, mas ultimamente tem piorado tanto que não consigo sair de casa.

  • Leandro Pessoa says:

    Tenho 21 anos, desenvolvi TOC aos meados 14 anos e só a pouco tempo fiquei sabendo do que se tratava, consegui melhorar 80% fazendo um tratamento que descobri na internet. Agora meu problema passou a ser Ataques de Pânicos, no começo eu tinha uma sensação muito forte de que estava prestes a surtar, perder a memoria, se descontrolar, agora o medo passou para o coração, é como se minha mente tentasse ou quisesse fazer ele parar, igual descrito nesse artigo. Hoje mesmo estou marcando uma consulta com um psicologo, espero encontrar ajuda, agradeço por esse artigo me deixar mais tranquilo.

  • Bianca says:

    Que Deus abençoe vocês, e me abençoe, sei de tudo que estão passando pois passo também. Deus nos irá libertar eu acredito! A partir do momento em que escuto musicas evangélicas e oro a Deus logo me acalmo, peço que façam o mesmo e presenciem esta melhora maravilhosa, NÃO DESISTAM NÓS TEMOS SOLUÇÃO, ACREDITEM! Deus é lindo! Fiquem na paz!

  • Luiz says:

    Parabens por este site!! Sofri muito com crise de pânico há 02 anos atras, como foi forte, me faltava ar, fiquei pálido, e sintia umas dores fortes no coração, parecia QUE IA MORRER DE INFARTO. Demorou uns 45 minutos esta angustia, foi por deus que melhorou, todavia deixou sequelas e hoje quase todos os dia ainda sinto de vez enquando um pouco os braços dormentes, falta de ar e uma dor no peito pequena, sensação que voltará tudo de novo. Passei por vários médicos melhorou um pouco, mas 100% não fiquei. Não é fácil estes momentos, só quem passa para saber. Tem que se apegar a Deus senão fica muito pesado aguentar. É uma luta cada dia. Com ou sem problema a vida tem que continuar e saber conviver com esta limitação. Bola pra frente. Fácil sei que não é, mas tem que lutar até o fim e ter um médico de confiança auxiliando.


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